Por que somos tão burros?

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Veja bem, não tem nada a ver com ser uma pessoa boa ou ruim. É só lerdeza mesmo. Um retardamento mental seletivo. E que nem é é tão difícil assim de entender.

Vejamos.

A gente acha que isso é música:

“Barões da Pisadinha” (3 ou 4 notas musicais que se repetem ad infinitum, para desespero e agonia de quem tem dois ou mais neurônios)

Que isso é notícia:

“fake news”, “correntes de whatsapp”, “facebook”, “twitter” , notícias como “de biquini, famosa vai à praia” etc.

Que isso é político:

Com um agravante. Antes sabíamos muito bem como se comportava um “mal perdedor”, brigando, xingando etc. Agora, porém, as definições de “mal ganhador” foram atualizadas. Temos um presidente que não soube ser eleito. E isso é fato. 

Ah, ele ainda aparece em público sempre sem máscara e acha que isso é uma “gripezinha”:

Que isso merece endeusamento:

E que isso é motivo de orgulho:

fonte: Google

Em resumo, morar aqui é praticamente sentir seus neurônios se desligando, sua inteligência diminuindo e você votando nos mesmos velhos nomes de mercenários que sempre roubam seu dinheiro e vão continuar fazendo isso, de novo e de novo, em benefício próprio, enquanto você espera que eles transformem os impostos em algo útil para você, para sua cidade, enfim.

Parece que gostamos de ser idiotas. Batemos no peito para falar “meu presidente me enganou!” com um orgulho que para quem é de fora fica difícil explicar. Aliás, nem tanto, afinal de contas não ter que pensar é uma maravilha, certo? Sem dúvida é muito mais fácil viver na (e de) ignorância.

Solução?

Assim, “de cara”, consigo pensar em algumas. Primeiramente, é urgente que se faça pelo menos uma tentativa de aproximação, mesmo depois de tanta “trocação de farpas” entre esquerda e direita. O que particularmente difícil quando se tem artistas famosos postando imbecilidades do tipo:

“Não fui ao protesto ‘Fora Bolsonaro’ do dia último dia 12 de setembro porque foi organizado pelo MBL, ou seja, um dos próprios grupos que ajudou a eleger o Bolsonaro”.

Bom, frases assim são de uma idiotice cavalar. É a epítome do pensamento estagnante, estagnado, que bloqueia a pessoa de evoluir, mudar, reformar, crescer, deixar de ter a idade mental de uma criança de 05 anos e, pior, ao usar as redes sociais para propagar uma “ideia” tão tosca acaba influenciando muitos de seus fiéis “seguidores”.

Outra solução! Encontrar elementos de identificação entre ideologias opostas. Gostos musicais, nerdices, séries que curtem no Netflix, canais de comediantes que seguem no YouTube, enfim, tudo pode ser motivo e motivação para uma aproximação civilizada, pelo menos. O próprio Kim Kataguiri é um exemplo disso, sendo capaz de dialogar com seus colegas de partidos diametralmente opostos de forma educada. Em outras palavras, em vez de ficar pensando apenas no que vai dizer, o deputado tem a (cada vez mais rara) capacidade de ouvir atentamente seu interlocutor.

Mais uma: escutar os jovens. Eles precisam ser ouvidos. São eles que têm a coragem, a energia e a capacidade de sugerir as mudanças radicais necessárias na estrutura da sociedade de modo geral. Então, que nós lutemos bravamente contra expressões inócuas do tipo “quando você nasceu eu já tinha ‘X’ anos de experiência”, pois isso não quer dizer muita coisa num mundo que se transforma a cada milésimo de segundo.

E para finalizar. Cuidado com a obliteração da esperança alheia. O que FHC, Lula, Dilma e agora Bolsonaro fizeram com pelo menos duas ou três gerações é um crime hediondo que deveria ser punido de forma pesada. Retirar a capacidade de um jovem poder sonhar com um futuro melhor, ou pelo menos poder vislumbrar uma realidade menos apocalíptica do que a que estamos vivendo agora é algo que não se conserta do dia para a noite. Às vezes, não se conserta de jeito nenhum e pronto.

Temos que aprender, imediatamente, o conceito de “deficiência não-visível”, ou “não aparente”. De acordo com o IBGE, milhões de brasileiros vivem com uma deficiência que pode ser considerada como “invisível”, como depressão, epilepsia, fibromialgia, dificuldades de aprendizagem, entre outras. E isso sim é algo que o governo deveria cuidar ou ao menos encontrar formas de diminuir o transtorno financeiro e emocional que tais indivíduos acabam trazendo aos seus familiares. Enquanto ninguém falar sobre isso, obviamente nada será feito.

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