“IDIOTOLATRIA”

Eu tenho uma teoria. Na verdade, eu tenho um monte! Talvez eu dedique uma postagem às mais, digamos, pseudo-relevantes.

A de hoje é a seguinte:

  • Quanto mais talentosa, incrível, apaixonante, engraçada, agradável, envolvente, admirável e cativante é uma pessoa no PALCO, mais filha da puta, pau no c*, mentirosa e insuportável ela é na VIDA REAL, no dia-a-dia, entende?

Com exceção, claro, do Oscar Filho, porque afinal de contas toda regra tem exceção. O cara é sangue bom, gente fina demais, não tem comparação.


Então o que eu quero dizer é o seguinte. Tendo como base de referência alguns episódios reais, o velho ditado popular “nunca conheça seus ídolos” e uma boa dose de vídeos e documentários assistidos, é quase certo afirmar – veja bem, não sou só eu que estou dizendo, tenho provas e “ibagens”! para comprovar – que no mundo inteiro podemos identificar atores, atrizes, cantores, comediantes, enfim, artistas de todos os nichos que, apesar de discutivelmente serem rotulados de “geniais” (palavra usada de forma bastante avulsa, diga-se de passagem), no trato do cotidiano são uns verdadeiros babacas, arrogantes, chatos, mau caráteres etc.

Mas por quê isso acontece?

Uai, simples. São seres humanos, né? Ninguém é perfeito. Já pensou se num mesmo indivíduo “coubesse” a beleza física, mental, intelectual, senso de humor infinito, humildade, senso de justiça, ética, moral, alto desempenho sexual, aptidão para praticar todos os esportes e habilidade de tocar todos os instrumentos musicais de forma natural e impecável?

Cê tá doido! O sujeito ia ser insuportável. Com 2 ou 3 dos atributos supracitados, o “caboco” já ‘se acha’! Então, na prática mesmo, meu maior objetivo aqui é tentar ir acabando aos poucos com uma certa idolatria “idiota”, ou “idiolatria”, como queira. E para isso eu conto com a habilidade de identificar os perigos de se venerar qualquer pessoa ou crença de forma extrema, até religiosa.

E por falar nos perigos da crença extrema religiosa, olha só esse vídeo.

“Religião” que obriga seus seguidores a não terem nenhum contato com quem é “de fora” , mesmo se forem da mesma família.

Como já diria o Lobão, “toda idolatria é uma forma de covardia“, porque você acaba projetando na outra pessoa as realizações que muitas vezes você já desistiu de perseguir. No mais, vamos fazer um rápido exercício mental.

Imagine que, de repente, você parasse de idolatrar um artista, um jogador de futebol, um músico, um humorista, uma celebridade qualquer. Imagina agora que todas as pessoas que você conhece fizessem o mesmo. Claro, a admiração pelo trabalho continuaria, porém, qualquer tipo de “endeusamento” ou hiper valorização cairiam por terra. Já pensou em como o cachê dos famosos de Hollywood poderia diminuir? E o salário astronômico dos jogadores de futebol? Pois é.

Dizem que só percebemos a verdadeira índole, a natureza de alguém, quando ela tem poder, dinheiro. Acredito que seja verdade. Se um dia eu tiver, eu conto aqui para vocês.

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