Sobre Cultura do Cancelamento

Olá, pessoal, tudo bem com vocês? Já faz um tempinho que escrevi aqui pela última vez, porém achei o tema relevante o suficiente para discorrer algumas linhas sobre.

Vamos lá!

Por quê acontece o “cancelamento”?

Bom, entre os diversos fatores que definitivamente existem, destaco os seguintes!

  • Pessoas burras têm voz agora – Sim! Se é você é “burro” no sentido “socialmente ignorante”, ou seja, ACHA QUE só a sua opinião é a verdade universal incontestável absoluta e que os demais mortais devem ajoelhar-se e calar-se diante de sua “infinita” sabedoria, bom, você é (grande) parte do problema.
  • Graças às redes sociais e à capacidade inerente de mobilizar outros “arrombados” diante de uma pseudo “causa”, sem ter conhecimento sequer de todo o contexto e do histórico da pessoa que for “alvo” de sua tão soberba “crítica”, ó, grande deus da razão, então, minha dica é “inverte a situação”, uai! Coloque-se como “alvo” de uma crítica parecida, dirigida a você, e perceba a enxurrada de sentimentos contraditórios que tomam conta de você e da sensação de impotência diante de um linchamento virtual.
  • Sinta as consequências da bagaça toda. Perda de amizades, contratos, distanciamento de familiares, colegas, diminuição radical até de sua fonte de renda principal. E aí? Isso realmente faria você feliz? Então, caramba! É como em um relacionamento. Você quer ter razão ou ser feliz? Escolha com um pouco mais de critério as batalhas que vai lutar.
  • Haters – Tem gente que assim como o Coringa, do Batman, só quer ver o circo pegar fogo. É o tipo de pessoa que, se a gente fosse comparar, é igual ao cachorro que late correndo atrás do carro. Se o carro parar, ele não sabe o que faz. Os haters, por definição, são pessoas – VEJA BEM! – que se ALIMENTAM da raiva que causam em VOCÊ. Como assim? Quanto mais “puto” eles te deixarem, mais eles se enchem de orgulho, energia e regozijo (sim, essa palavra existe mesmo).
  • Ou seja, se por algum motivo qualquer você chegou a citar alguma crítica dele(a), ou responder algum comentário, pronto! A pessoa já esboça aquele sorriso ‘de canto de boca’ e considera o seu medo, raiva, infortúnio, como uma vitória pessoal dela! Sacou? “Ah, mas como você sabe disso?” – muito simples. Durante boa parte da minha vida EU FUI UM DESSES. Talvez a pessoa esteja sendo alvo de um espírito obsessor, afinal de contas não acredito que todos sejam simplesmente “do mal” assim, de graça. Mas então qual a melhor forma de lidar com isso? Reconhecer a existência daquele ser, de forma educada, diplomática.
  • “DO NOT ENGAJE!” (Não Se Envolva) Se acontecer pessoalmente, cumprimente o indivíduo formalmente e pronto. Se for pela internet, agradeça o comentário e pronto. Se identificar o comportamento destrutivo em algum ente querido, familiar, companheiro, amigo etc. o melhor a fazer é perguntar “por quê” a pessoa sente tanto ódio do mundo e aos poucos ir tentando identificar suas crenças limitantes, a origem do rancor. A partir daí é possível sugerir diversas linhas de tratamento – psicológico, psiquiátrico, homeopático, natureba, espiritual, o que quer que seja.
  • Marketing – Óbvio que existe um componente estratégico nessa “cultura do cancelamento”. Pode ser um caminho rápido e fácil para atrair os holofotes – ou melhor dizendo, os cliques do seu mouse – para a pessoa, empresa ou organização que promoveu a discórdia, qualquer que seja o motivo. As pessoas são naturalmente atraídas pela desgraça alheia. Ou como diria Charles Caleb Colton,

A maioria das nossas desgraças são mais suportáveis que os comentários que os nossos amigos tecem sobre elas.

Para finalizar, uma esperança. Todos os COMEDIANTES que têm CORAGEM de ENFRENTAR esta cultura estão, de fato, formando um novo tipo de mentalidade, um pouco mais madura e coerente com a realidade. A de que é possível conviver com a diferença. E uma das melhores definições de ser adulto é saber que nem todo mundo precisa gostar de você. Comece a valorizar o universo de pessoas que realmente admira você por quem você é de verdade, entende? O mais difícil da vida não conseguir o que se quer, e sim continuar querendo depois de já ter conseguido. A frase, óbvio, não é minha, mas é boa pra caralho. Vai na fé, irmão. Conte comigo pra qualquer coisa. Tamojunto.

Abraço!

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